As corridas de rua vivem um momento de popularidade. A cada fim de semana, os praticantes ocupam ruas, parques e avenidas em busca de qualidade de vida, condicionamento físico e desafios. O crescimento do número de provas e de grupos de treinamento reflete uma tendência positiva, mas também acende um alerta, a falta de preparo adequado pode transformar o esporte em um vilão para a saúde ortopédica.


As pessoas sedentárias ou que ficaram longos períodos sem praticar exercícios devem estar atentas com os problemas ortopédicos, já que o desejo de alcançar resultados rápidos faz com que os limites físicos sejam ignorados. Um dos equívocos é aumentar a distância ou a intensidade dos treinos de forma abrupta. O organismo precisa de tempo para fortalecer músculos, tendões e estruturas articulares capazes de suportar os impactos repetitivos da corrida.
Outro erro comum é descuidar do fortalecimento muscular. Alguns corredores concentram os esforços apenas na corrida e deixam de lado os exercícios que fortalecem perna, quadril, abdômen e região lombar, fundamentais para absorver impactos e manter a estabilidade.

Segundo o ortopedista Marcelo Ruck(foto em destaque), da Santa Casa de Mauá, a corrida é uma atividade acessível e com muitos benefícios para a saúde cardiovascular, muscular e mental. No entanto, o corpo exige adaptação gradual. “Muitos começam motivados pela facilidade, mas esquecem que articulações, músculos e tendões precisam de tempo para se fortalecer. Quando há excesso de carga, aumento acelerado dos treinos e ausência de orientação, cresce o risco de lesões”, explica.
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