O número de pessoas que sofrem com a caspa aumenta com a queda das temperaturas. Embora muitas vezes seja encarada apenas como um problema estético, a descamação persistente do couro cabeludo pode estar relacionada a processos inflamatórios que exigem avaliação médica e, em alguns casos, pode até indicar outras doenças dermatológicas

Segundo o dermatologista Antonio Lui ( foto em destaque) – da Santa Casa de Mauá, o frio altera o equilíbrio natural do couro cabeludo e cria um ambiente propício para o agravamento do quadro. “Durante o inverno, é comum as pessoas tomarem banhos mais quentes e prolongados, utilizar secador de cabelo com maior frequência e permanecer mais tempo em ambientes fechados e com baixa umidade do ar. Esses hábitos comprometem a barreira de proteção da pele e favorecem o aumento da inflamação e da descamação em pessoas predispostas”, explica.

A caspa está relacionada a uma resposta inflamatória do organismo diante da presença do fungo Malassezia, um microrganismo que faz parte da microbiota natural da pele. Esse fungo está presente no couro cabeludo da maioria das pessoas e, sozinho, não representa um problema. O que acontece é que algumas pessoas desenvolvem uma resposta inflamatória exagerada, desencadeando sintomas como descamação, coceira, vermelhidão e aumento da oleosidade.

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