Se antes o uso intenso da voz era associado a professores, cantores ou profissionais de palco, hoje o cenário é ainda mais amplo. Em uma rotina marcada por reuniões virtuais, áudios de aplicativos e interações constantes, falar se tornou uma atividade contínua e, às vezes, sem pausas. O resultado é um aumento de queixas relacionadas ao cansaço vocal.

A chamada fadiga vocal ganhou espaço nos atendimentos médicos, ainda que muitos pacientes não reconheçam os sinais iniciais. Diferente do que se imagina, o problema nem sempre começa com rouquidão, mas com sensações como esforço ao falar, garganta seca, perda de potência vocal ao longo do dia e necessidade frequente de pigarrear

De acordo com o otorrinolaringologista Thiago Brunelli(foto acima), do Hospital Santa Casa de Mauá, o padrão de uso da voz mudou de forma significativa nos últimos anos. “Hoje, atendemos pessoas que não têm necessariamente a voz como profissão, mas que passam horas falando ao longo do dia, muitas vezes em ambientes inadequados e sem qualquer preparo vocal”, explica.
Outro ponto de atenção está na naturalização desses sintomas. Em meio à rotina acelerada, é comum ignorar o cansaço vocal ou associá-lo apenas ao estresse do dia a dia e só buscar ajuda quando a voz falha ou a rouquidão se torna persistente. “O ideal é olhar para os sinais anteriores, quando ainda é possível reverter o quadro com ajustes simples”, orienta o médico Thiago Brunelli.
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