A dor lombar crônica, já reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal causa de incapacidade no mundo, afeta mais de 619 milhões de pessoas e pode alcançar 843 milhões até 2050. O cenário reforça a preocupação com fatores de risco como o sedentarismo, sobrecarga física e alterações na composição muscular. Um estudo publicado na revista The Lancet Regional Health – Europe indica que o acúmulo de gordura entre os músculos também pode estar associado ao avanço da lombalgia, ampliando a necessidade de cuidados desde a infância.

A lombalgia é caracterizada pela dor na parte inferior das costas e pode atingir pessoas de todas as idades, variando de um desconforto até quadros incapacitantes. São comuns casos associados à prática de esportes sem aquecimento prévio, caminhadas prolongadas, transporte inadequado de malas ou peso, além de longos períodos sentados em posições desconfortáveis. A desidratação também reduz a resistência muscular.
O alerta, no entanto, não se restringe aos adultos. Com a proximidade do retorno às aulas, outro fator merece atenção: o peso excessivo das mochilas escolares. Crianças e adolescentes que carregam materiais acima do recomendado podem desenvolver dores precoces na coluna, alterações posturais e sobrecarga lombar. O uso diário de mochilas muito pesadas, quando carregadas de forma inadequada, pode gerar impactos importantes na saúde da coluna ainda em fase de desenvolvimento. A recomendação é que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal da criança e que o uso seja feito com as duas alças ajustadas corretamente.
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